Este é um espaço destinado ao livre pensar. As ideias só fluem mediante a manifestação do ócio e da necessidade de dar asas às perguntas que tão rotineiramente nascem. O cotidiano é uma escola e a escola insere-se nele. Scholé, então, passa a ser um espaço da reflexão. De temáticas escolares e cotidianas. Afinal, cotidiano e escola devem associar-se na exata medida em que associam-se homem e educação. Educação aqui compreendida como o maior instrumento a serviço da transformação.
Por Fabrício Brandão
Por Fabrício Brandão
domingo, 21 de março de 2010
Dia mundial da água
22 de março, dia mundial da água. Data relevante para se refletir sobre a importância desse recurso tão essencial à vida no planeta. Saber utilizar e não poluir fazem parte da pauta de discussão que se relaciona à temática. Hoje, domingo, dia 21, o DAE (Departamento de Água e Esgotos) do município de João Monlevade, promoveu uma celebração às margens do Rio Piracicaba com a presença dos Padres Jorge e Martim, conclamando a todos a se unirem em prol da sua conservação e consumo consciente. Uma autarquia que lida com a água diretamente levando-a até nossas casas reverenciou o recurso tão essencial à nossa manutenção na Terra. O Prefeito, Gustavo Prandini, o Vice-Prefeito, Wilson Bastieri, o Diretor do DAE, Geraldo Amaral, o Diretor-Adjunto, Contrapino, grande líder dos movimentos sociais, estiveram na cerimônia na manhã deste domingo. A administração municipal, por meio da autarquia, demonstrou neste evento seu compromisso com as questões ambientais deixando evidente que a conscientização e a tomada de atitude são essenciais para vivermos em um mundo melhor.
sábado, 20 de março de 2010
É caminhando que se faz o caminho
A caminhada não será fácil nem a estrada uma linha reta. As curvas se apresentarão. Atalhos serão desconsiderados e as distâncias mais longas ficarão como opção. A vida é assim... Nem sempre como a gente desejaria, mas sempre um desafio, momentos a decifrar. Jardins para se plantar não faltarão, nem flores para se colher e perfumes para se sentir. A dialética nos propõe a contradição, feliz-triste, novo-velho, bom-ruim, coragem-medo... É necessário compreender um pólo para se compreender o outro para, depois, compreender o todo e fazer opções. Assim, é a vida... Contradição que precisa ser compreendida.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ostra feliz não faz pérola
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta do Brasil, 2008.
Ostra feliz não faz pérola. Excelente livro de Rubem Alves. Textos leves com temáticas variadas nos convidam a refletir sobre a política, a educação, a natureza, a beleza, a religião, a saúde mental, o amor, a infância, a velhice e a morte. Uma viagem literária que, conforme deve ser o papel da própria literatura, nos convida a reflexões suaves e, ao mesmo tempo, densas. Tal obra só pode acrescentar experiências novas às nossas experiências. Eis o motivo para ser lida.
Ostra feliz não faz pérola. Excelente livro de Rubem Alves. Textos leves com temáticas variadas nos convidam a refletir sobre a política, a educação, a natureza, a beleza, a religião, a saúde mental, o amor, a infância, a velhice e a morte. Uma viagem literária que, conforme deve ser o papel da própria literatura, nos convida a reflexões suaves e, ao mesmo tempo, densas. Tal obra só pode acrescentar experiências novas às nossas experiências. Eis o motivo para ser lida.
domingo, 14 de março de 2010
A luta pela lembrança
Ontem é uma árvore de longas ramarias, e à sombra estou deitado, recordando.
(Pablo Neruda)
(Pablo Neruda)
Palavras
As palavras são poderosas.
Às vezes melhor não dizê-las.
Mas quando ditas, devem levar a algum lugar.
Palavras não combinam com o silêncio.
Às vezes melhor não dizê-las.
Mas quando ditas, devem levar a algum lugar.
Palavras não combinam com o silêncio.
sexta-feira, 12 de março de 2010
O tempo, o cotidiano, as escolhas...
O tempo, o cotidiano e as escolhas são condicionantes da existência que se tem apresentado a mim e me levado a refletir sobre tantos outros que a eles se relacionam causando, intimamente, inquietação.
O tempo, manifestado nas suas três dimensões, passado, presente e futuro, indica que muito foi feito, mas que há muito por se fazer. Indica que hoje, ele mesmo, o tempo, “corre” rápido demais, a considerar-se dois aspectos. O primeiro, junto ao contexto da modernidade, tempo coletivo, que leva todos a viverem freneticamente em um momento que não é seu, mas que foi criado para os conter; o segundo, junto ao contexto de cada um, tempo individual, que “passa” mais rápido ou devagar considerando fases distintas do existir com as peculiaridades que se manifestam no momento vivido. Para cada qual um ritmo, da criança ao idoso.
O cotidiano, expressão da vida social e das relações humanas, espaço da convivência e das manifestações sócio-culturais, quase sempre apontando para tramas conflituosas, jogos de interesse, competição exacerbada e ritmo de vida mediado pelo ter em detrimento do ser. Estabelece limites, mas pode ser ponto para transposições. Condiciona, mas pode desencadear possibilidades. É expressão de um modo de vida vivenciado na contemporaneidade.
As escolhas, momento único de decisão, não são assumidas tal como se deveria. Escolhe-se dentro de uma realidade tão ampla que os sujeitos da escolha acabam por tornar-se objetos do movimento que caracteriza o escolher. Escolhe-se, não considerando interesses que se manifestam no íntimo do ser, mas sim, considerando interesses que se manifestam junto à realidade objetiva: para se ganhar mais, porque a empresa solicita, porque a cidade é violenta. Escolhas suas que não são tão suas como se acredita.
Tempo, cotidiano, escolhas... Quisera pudessem ser experimentados na tranqüilidade da alma. Sem a pressa corriqueira, a superficialidade nas relações e a imposição de ações que são externas ao desejo. Não fosse assim, toda a preocupação esvair-se-ia dando lugar à contemplação daquilo que é verdadeiramente belo e bom: o levantar do sol e o alvorecer; o perfume das flores; o som das águas; o vôo dos pássaros; o cacarejar dos galos tecendo as manhãs; a chuva que cai; o brincar das crianças; o entendimento entre os homens.
É chegada a hora! Inquietos do mundo, uni-vos!
O tempo, manifestado nas suas três dimensões, passado, presente e futuro, indica que muito foi feito, mas que há muito por se fazer. Indica que hoje, ele mesmo, o tempo, “corre” rápido demais, a considerar-se dois aspectos. O primeiro, junto ao contexto da modernidade, tempo coletivo, que leva todos a viverem freneticamente em um momento que não é seu, mas que foi criado para os conter; o segundo, junto ao contexto de cada um, tempo individual, que “passa” mais rápido ou devagar considerando fases distintas do existir com as peculiaridades que se manifestam no momento vivido. Para cada qual um ritmo, da criança ao idoso.
O cotidiano, expressão da vida social e das relações humanas, espaço da convivência e das manifestações sócio-culturais, quase sempre apontando para tramas conflituosas, jogos de interesse, competição exacerbada e ritmo de vida mediado pelo ter em detrimento do ser. Estabelece limites, mas pode ser ponto para transposições. Condiciona, mas pode desencadear possibilidades. É expressão de um modo de vida vivenciado na contemporaneidade.
As escolhas, momento único de decisão, não são assumidas tal como se deveria. Escolhe-se dentro de uma realidade tão ampla que os sujeitos da escolha acabam por tornar-se objetos do movimento que caracteriza o escolher. Escolhe-se, não considerando interesses que se manifestam no íntimo do ser, mas sim, considerando interesses que se manifestam junto à realidade objetiva: para se ganhar mais, porque a empresa solicita, porque a cidade é violenta. Escolhas suas que não são tão suas como se acredita.
Tempo, cotidiano, escolhas... Quisera pudessem ser experimentados na tranqüilidade da alma. Sem a pressa corriqueira, a superficialidade nas relações e a imposição de ações que são externas ao desejo. Não fosse assim, toda a preocupação esvair-se-ia dando lugar à contemplação daquilo que é verdadeiramente belo e bom: o levantar do sol e o alvorecer; o perfume das flores; o som das águas; o vôo dos pássaros; o cacarejar dos galos tecendo as manhãs; a chuva que cai; o brincar das crianças; o entendimento entre os homens.
É chegada a hora! Inquietos do mundo, uni-vos!
quarta-feira, 3 de março de 2010
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