Doutor honoris causa. Esse foi o título concedido a Luis Inácio Lula da Silva pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Tal título equivale a qualquer outro obtido por meio de doutoramento acadêmico nas várias áreas científicas, com o diferencial de ser concedido observando-se a relevância de uma “causa honrosa” praticada por aquele que o recebe, seja nas questões sócio-humanitárias, nas artes, nas letras, nas ciências. Esse título, de alguma forma, desmistifica o teor academicista que se concede ao saber. Isso porque pode-se considerar que a vida ensina tanto quanto a escola/academia e que as posturas assumidas por cada um ante a realidade, independente de sua escolarização, pode significar elevado nível de conhecimento.
Assim, ao titular Lula, a referida Universidade reconhece a atuação de um homem que, de operário a Presidente, muito contribuiu para o desenvolvimento sócio-econômico do Brasil e para o fortalecimento da democracia em toda a América Latina. Reconhece, ainda, sua luta ao lado do movimento operário e seu engajamento contra a fome e a favor das questões sociais para além de nossas fronteiras.
Por isso, não é muito afirmar que Lula o recebeu por mérito e por ser detentor de um conhecimento inestimável, mesmo que informal. Conhecimento este que o coloca no rol daqueles que são os mais sábios.
Este é um espaço destinado ao livre pensar. As ideias só fluem mediante a manifestação do ócio e da necessidade de dar asas às perguntas que tão rotineiramente nascem. O cotidiano é uma escola e a escola insere-se nele. Scholé, então, passa a ser um espaço da reflexão. De temáticas escolares e cotidianas. Afinal, cotidiano e escola devem associar-se na exata medida em que associam-se homem e educação. Educação aqui compreendida como o maior instrumento a serviço da transformação.
Por Fabrício Brandão
Por Fabrício Brandão
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
A Educação Libertadora, de Paulo Freire
Em consonância com as idéias da Pedagogia Crítica se apresenta a “Educação Libertadora” de Paulo Freire. Ela pretende desmistificar os sonhos do pedagogismo dos anos cinquenta, que pensava que a escola faria tudo; e superar o pessimismo dos anos sessenta e setenta, que afirmava que a escola era puramente reprodutivista.
Freire, em sua pedagogia, pensa a educação como um ato político, um ato de conhecimento e um ato criador. Todo seu pensamento tem uma relação direta com a realidade, não desejando o seu reconhecimento somente, mas sim, a sua transformação. Para ele, a educação deveria criar condições para que o homem chegasse até a sua libertação, até a transformação da realidade, para melhorá-la, para torná-la mais humana. A conscientização e o diálogo se caracterizariam, assim, como sendo os elementos fundamentais dessa filosofia educacional.
A conscientização não se referiria apenas ao reconhecimento da realidade, mas ultrapassaria o nível da tomada de consciência crítica para constituir-se em uma ação nova e transformadora. Enquanto que o diálogo se constituiria a partir de uma relação horizontal entre as pessoas, não de sobreposição, mas sim de cumplicidade.
A “Educação Libertadora” considera o poder dos oprimidos para lutarem pelo interesse de sua própria libertação e os dota da capacidade para negarem todas as formas de dominação. Em sua concepção, a educação seria tanto mais ideal a partir do momento que se transformasse em um referencial de mudança a serviço de uma nova sociedade, onde prevaleceria a cooperação e a solidariedade. Ela está vinculada diretamente à “Educação Popular”, que deseja não só a emancipação da pessoa, como também a liberdade dos povos em um clima de humanização e conscientização.
Para saber mais:
ARANHA. Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da educação. 2. ed. Editora Moderna: São Paulo, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 19. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 2001.
_____________ Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. Editora UNESP: São Paulo, 2000.
_____________ Educação e mudança. 23. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1999.
_____________ Educação como prática da liberdade. 22. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1996.
____________ Pedagogia da esperança: um encontro com a pedagogia do oprimido. Paz e Terra: São Paulo, 1992.
_____________ Pedagogia do oprimido. 17. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1987.
Freire, em sua pedagogia, pensa a educação como um ato político, um ato de conhecimento e um ato criador. Todo seu pensamento tem uma relação direta com a realidade, não desejando o seu reconhecimento somente, mas sim, a sua transformação. Para ele, a educação deveria criar condições para que o homem chegasse até a sua libertação, até a transformação da realidade, para melhorá-la, para torná-la mais humana. A conscientização e o diálogo se caracterizariam, assim, como sendo os elementos fundamentais dessa filosofia educacional.
A conscientização não se referiria apenas ao reconhecimento da realidade, mas ultrapassaria o nível da tomada de consciência crítica para constituir-se em uma ação nova e transformadora. Enquanto que o diálogo se constituiria a partir de uma relação horizontal entre as pessoas, não de sobreposição, mas sim de cumplicidade.
A “Educação Libertadora” considera o poder dos oprimidos para lutarem pelo interesse de sua própria libertação e os dota da capacidade para negarem todas as formas de dominação. Em sua concepção, a educação seria tanto mais ideal a partir do momento que se transformasse em um referencial de mudança a serviço de uma nova sociedade, onde prevaleceria a cooperação e a solidariedade. Ela está vinculada diretamente à “Educação Popular”, que deseja não só a emancipação da pessoa, como também a liberdade dos povos em um clima de humanização e conscientização.
Para saber mais:
ARANHA. Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da educação. 2. ed. Editora Moderna: São Paulo, 1996.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 19. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 2001.
_____________ Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. Editora UNESP: São Paulo, 2000.
_____________ Educação e mudança. 23. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1999.
_____________ Educação como prática da liberdade. 22. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1996.
____________ Pedagogia da esperança: um encontro com a pedagogia do oprimido. Paz e Terra: São Paulo, 1992.
_____________ Pedagogia do oprimido. 17. ed. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 1987.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Para mudar...
Mudar os rumos significa mudar a prática, porque é ela que nos dota da capacidade de agir, de transformar. Por isso, se quer algo diferente faça diferente! E, para fazê-lo:
1. Deseje a mudança. Tudo passa pela vontade e pelo desejo de abrir-se ao novo.
2. Acredite naquilo que está disposto a fazer. Quem crê, transforma.
3. Saiba-se inconcluso e assuma-se como um ser de busca. Ninguém está nem nunca estará pronto e acabado. Tudo é provisório.
4. Assuma a práxis, que impõe o movimento da ação-reflexão-ação, com rigor no dia a dia. Aja, reflita e, como fruto da reflexão, dê vida a uma ação nova e transnsformadora.
5. Assuma o novo compreendendo o processo dialético de continuidade-ruptura que o origina. Rompa com aquilo que não serve mais e permita que permaneça aquilo que é importante permanecer.
6. Possibilite o enraizamento do novo. Permita que o novo adentre o seu íntimo e permaneça caracterizando a mudança efetiva.
7. Encarne as idéias que se tenha com o compromisso de dar-lhes vida. É da capacidade de pensar que nascem os sonhos e se torna possível a materialização da realidade.
Para mudar, talvez não seja tão complexo. Basta ter ciência de que a mudança é possível e que o novo apresentar-se-á desde que se encontre o caminho para chegar até ele. Se deseja mudar, faça por onde! Assuma-se, enquanto antes, como um ser capaz de mudança.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
FELIZ ANO NOVO
Aguardar o ano novo significa renovar as esperanças. Significa acreditar que o futuro apresentar-se-á de forma diferente ou pelo menos que nele manifestar-se-ão as mudanças que tanto almejamos. Esperamos por um montão de coisas que julgamos faltar, como dinheiro, felicidade, amor e por outras tantas que queremos manter, como saúde, paz, emprego, amizade. Nesta mesma ordem para uns e na ordem inversa para outros considerando o que se tem e o que se quer ter. O que importa é que, sejam bens materiais ou imateriais, todos desejamos. Na contemporaneidade o ter passa ser condição para ser. A vida está condicionada à capacidade que se tem para acumular, seja mais dinheiro, mais amigos, mais amores. É a quantidade se sobrepondo à qualidade tornando o viver, quase sempre, mais superficial. Mas não importa, essa é uma outra história...
Fim de ano é para se debulhar um rosário de solicitações. Pedidos e mais pedidos são jogados ao vento para que retornem materializados no teor do objeto desejado. É um rito de passagem entre aquilo que não se quer mais e aquilo que se deseja. Há algum mal nisso? Talvez não. Desde que se resguardem as devidas proporções do bom senso.
Todavia, paralelamente à manifestação do desejo ou mesmo da esperança é imprescindível a mobilização de esforços para se realizar. Desejo e esperança desvinculados da ação é sonho irrealizável. O contrário, é realização. Por isso, espere, deseje e sonhe, mas sempre vislumbrando o movimento que se associa à capacidade do agir. Porque muito do que acontece é fruto daquilo que você mesmo produz. Não mais, não menos!
FELIZ ANO NOVO!
Fim de ano é para se debulhar um rosário de solicitações. Pedidos e mais pedidos são jogados ao vento para que retornem materializados no teor do objeto desejado. É um rito de passagem entre aquilo que não se quer mais e aquilo que se deseja. Há algum mal nisso? Talvez não. Desde que se resguardem as devidas proporções do bom senso.
Todavia, paralelamente à manifestação do desejo ou mesmo da esperança é imprescindível a mobilização de esforços para se realizar. Desejo e esperança desvinculados da ação é sonho irrealizável. O contrário, é realização. Por isso, espere, deseje e sonhe, mas sempre vislumbrando o movimento que se associa à capacidade do agir. Porque muito do que acontece é fruto daquilo que você mesmo produz. Não mais, não menos!
FELIZ ANO NOVO!
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Um Projeto Pedagógico para a Educação de Jovens e Adultos
Estar fora da escola ou permanecer fora dela não é, como se imagina, uma opção de cada um pautada por uma escolha pura e simples descontextualizada de toda uma história de vida. Pelo contrário, ela remete a particularidades, individualismos e, ao mesmo tempo, a uma realidade social excludente e segregadora. Não exime, inclusive, o poder público da responsabilidade que lhe compete em oferecer o acesso à escola no tempo certo e em criar condições mínimas para que cada cidadão possa estar nela sem se privar de um direito seu que é inalienável.
Considerando tal situação, jovens e adultos fora da escola, e reconhecendo que o reparo devido a ela necessitava ser efetivado é que legalmente instituiu-se a Educação de Jovens e Adultos. Ela surge como uma possibilidade de organização curricular que procura recuperar o tempo perdido e oferecer um ensino que se aproxime mais da realidade do seu público alvo, o jovem e o adulto egressos do ensino regular. Todavia, seu principal objetivo acabava por não se concretizar porque a prática educativa nada mais era do que um transplante daquela praticada nos níveis fundamental e médio. O que, via de regra, causava desinteresse, descompromisso, pouca aprendizagem e nova evasão.
Assim, apresentar aos jovens e adultos da EJA uma proposta pedagógica que adeque mais à sua realidade de sujeitos-histórico-sociais que demandam de uma formação específica deve ser o compromisso do poder público instituído que gere as políticas educacionais. Ao reconhecer tal fato, a Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade, por meio de uma Instrução Normativa, desenhou um projeto que contempla uma formação específica destinada ao público que conforma a Educação de Jovens e Adultos a ser implementado a partir do ano de 2011. Tal projeto garante a formação escolar nos parâmetros estabelecidos pela Lei e avança ao incluir na Matriz Curricular tempo destinado à Formação Cidadã e à Preparação para o Trabalho como atividades complementares a serem desenvolvidas extra espaço escolar. Acredita-se que desta maneira, o jovem e o adulto egressos do Ensino Regular poderão ser melhor assistidos nas suas necessidades educativas, pois além de ser destinada a eles uma formação cognitiva que considere sua realidade de vida - todo trabalho será organizado por eixos temáticos -, eles também terão a oportunidade de exercer a sua cidadania e se prepararem para o mundo tão competitivo do trabalho. Por detrás desta intenção está manifestado o compromisso pela defesa do direito de todos e cada um à educação. Não a qualquer educação, mas àquela que intenta contribuir para a formação integral dos sujeitos.
Considerando tal situação, jovens e adultos fora da escola, e reconhecendo que o reparo devido a ela necessitava ser efetivado é que legalmente instituiu-se a Educação de Jovens e Adultos. Ela surge como uma possibilidade de organização curricular que procura recuperar o tempo perdido e oferecer um ensino que se aproxime mais da realidade do seu público alvo, o jovem e o adulto egressos do ensino regular. Todavia, seu principal objetivo acabava por não se concretizar porque a prática educativa nada mais era do que um transplante daquela praticada nos níveis fundamental e médio. O que, via de regra, causava desinteresse, descompromisso, pouca aprendizagem e nova evasão.
Assim, apresentar aos jovens e adultos da EJA uma proposta pedagógica que adeque mais à sua realidade de sujeitos-histórico-sociais que demandam de uma formação específica deve ser o compromisso do poder público instituído que gere as políticas educacionais. Ao reconhecer tal fato, a Secretaria Municipal de Educação de João Monlevade, por meio de uma Instrução Normativa, desenhou um projeto que contempla uma formação específica destinada ao público que conforma a Educação de Jovens e Adultos a ser implementado a partir do ano de 2011. Tal projeto garante a formação escolar nos parâmetros estabelecidos pela Lei e avança ao incluir na Matriz Curricular tempo destinado à Formação Cidadã e à Preparação para o Trabalho como atividades complementares a serem desenvolvidas extra espaço escolar. Acredita-se que desta maneira, o jovem e o adulto egressos do Ensino Regular poderão ser melhor assistidos nas suas necessidades educativas, pois além de ser destinada a eles uma formação cognitiva que considere sua realidade de vida - todo trabalho será organizado por eixos temáticos -, eles também terão a oportunidade de exercer a sua cidadania e se prepararem para o mundo tão competitivo do trabalho. Por detrás desta intenção está manifestado o compromisso pela defesa do direito de todos e cada um à educação. Não a qualquer educação, mas àquela que intenta contribuir para a formação integral dos sujeitos.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Discurso proferido na "Condecoração do Mérito Escolar"
Estar aqui hoje, nesta solenidade da Câmara Municipal, significa comemorar toda a qualidade de um trabalho desenvolvido nas unidades de ensino de João Monlevade, sejam elas municipais, estaduais ou privadas. Não é muito reafirmar que na atualidade o município possui um dos maiores IDEB do estado e país elevando, em 2009, o índice dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, que era de 5,5 para 6,3 e dos Anos Finais, que era de 4,4 para 4,7. Índice acima da meta estipulada pelo Ministério da educação (sobre tal assunto há um texto neste blog). Além disso, vários alunos das Redes Municipal e Estadual foram premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e a Secretaria Municipal de Educação considerada destaque no estado de Minas Gerais ao lado de mais um município apenas. O aluno, Lucas Benício dos Santos, e sua respectiva professora, Leila Soares Santos, da Escola Municipal Cônego José Higino de Freitas, foram premiados no “Programa Semeando de Meio Ambiente” na categoria redação a nível estadual.
Temos investido na estruturação física e pedagógica de nossas escolas procurando efetivar o direito de todos e cada um ao aprender promovendo um ensino que se adeque às reais necessidades dos nossos alunos e alunas. Exemplo disso, de 2009 até o presente momento, ampliamos o número de vagas na Educação Infantil beneficiando mais de 430 crianças por meio de novas matrículas. Esse número significa uma ampliação de 42% sobre as matrículas efetivadas no período anterior. Reconhecemos os desafios da progressiva universalização desse nível de ensino, mas vimos nos empenhando, pois somos sabedores de que o quanto mais cedo iniciar o processo educativo formal, mais consistente poderá ser a escolarização e consequentemente a aprendizagem. Estamos apresentando também à comunidade, já apreciado pelo Conselho Municipal, um projeto destinado à Educação de Jovens e Adultos que contempla as especificidades dessa faixa etária, constando na sua Matriz Curricular, além das disciplinas obrigatórias tempo destinado à Formação Cidadã e à Preparação para o Trabalho.
Assumir o compromisso com a qualidade do ensino significa prover as nossas escolas com aquilo que elas necessitam para investir na capacidade daqueles que nelas se encontram. Não só o assumimos com temos a convicção de que os aqui presentes, responsáveis pela condução desse processo também o fazem.
Não poderia, neste momento, deixar de parabenizar os alunos e alunas que estão sendo agraciados com a Condecoração do Mérito Escolar e que representam todos os demais alunos matriculados no município. Ser destaque significa assumir o compromisso com a sua própria formação, para além, inclusive, dos resultados quantitativos. Por isso, os parabenizo! Parabenizo também, seus familiares, professores e os diretores das unidades de ensino, que são os mediadores de todo o processo educativo percorrido por vocês. Parabéns a todos!
Temos investido na estruturação física e pedagógica de nossas escolas procurando efetivar o direito de todos e cada um ao aprender promovendo um ensino que se adeque às reais necessidades dos nossos alunos e alunas. Exemplo disso, de 2009 até o presente momento, ampliamos o número de vagas na Educação Infantil beneficiando mais de 430 crianças por meio de novas matrículas. Esse número significa uma ampliação de 42% sobre as matrículas efetivadas no período anterior. Reconhecemos os desafios da progressiva universalização desse nível de ensino, mas vimos nos empenhando, pois somos sabedores de que o quanto mais cedo iniciar o processo educativo formal, mais consistente poderá ser a escolarização e consequentemente a aprendizagem. Estamos apresentando também à comunidade, já apreciado pelo Conselho Municipal, um projeto destinado à Educação de Jovens e Adultos que contempla as especificidades dessa faixa etária, constando na sua Matriz Curricular, além das disciplinas obrigatórias tempo destinado à Formação Cidadã e à Preparação para o Trabalho.
Assumir o compromisso com a qualidade do ensino significa prover as nossas escolas com aquilo que elas necessitam para investir na capacidade daqueles que nelas se encontram. Não só o assumimos com temos a convicção de que os aqui presentes, responsáveis pela condução desse processo também o fazem.
Não poderia, neste momento, deixar de parabenizar os alunos e alunas que estão sendo agraciados com a Condecoração do Mérito Escolar e que representam todos os demais alunos matriculados no município. Ser destaque significa assumir o compromisso com a sua própria formação, para além, inclusive, dos resultados quantitativos. Por isso, os parabenizo! Parabenizo também, seus familiares, professores e os diretores das unidades de ensino, que são os mediadores de todo o processo educativo percorrido por vocês. Parabéns a todos!
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Os limites da violência
Triste é ter que se deparar com cenas de violência que remetem ao terror, ao medo e ao verticalismo que determina a lei do mais forte pela via armada. Tal realidade não está tão distante como se pensara e não é coisa do Iraque, do Afeganistão ou de Israel. Faz parte do dia a dia aqui no Brasil, seja no Rio de Janeiro ou em outra grande cidade de nossas regiões metropolitanas. O que varia é a sua intensidade e a ousadia dos líderes dessas forças paralelas que enfrentam o Estado legitimamente instituído para cuidar das políticas públicas, inclusive daquelas que remetem à segurança. Tal fato não pode ser compreendido de forma isolada sem se refletir sobre a estrutura da sociedade contemporânea. Seus traços fundamentados no individualismo, que isola; na fugacidade, que torna tudo tão superficial; na supervalorização do Eu em detrimento do Outro; no embate de valores, que torna difícil o diálogo; no fosso social que distancia ricos e pobres; expõem as cicatrizes de um corpo que agoniza e necessita de cuidado. Cuidado tão necessário para torná-lo saudável e disposto ao convívio, senão tão harmonioso, pelo menos tolerável e comprometido com a vida.
Que os acontecimentos recentes sirvam para que o horror e o estarrecimento transformem-se no combustível tão necessário para que mudanças ocorram na conduta de cada um. Não é mais possível conviver com tanta injustiça, violência e mal querer. Ou o homem encontra a exata medida da convivência ou uns sempre desejarão sobrepujar os outros.
Que os acontecimentos recentes sirvam para que o horror e o estarrecimento transformem-se no combustível tão necessário para que mudanças ocorram na conduta de cada um. Não é mais possível conviver com tanta injustiça, violência e mal querer. Ou o homem encontra a exata medida da convivência ou uns sempre desejarão sobrepujar os outros.
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